15 de outubro de 2011

19

   Dezenove anos e arrogância, sem dúvidas andam de mão dadas, eu admito. Mas também não é para menos, nesta idade o tempo ainda não começou a fazer suas subtrações usuais, e todas aquelas idéias semeadas na escola nas aulas de história e filosofia continuam frescas na memória alimentando o desejo rebelde de querer mudar o mundo.
   Isto faz com que esta seja a idade do egoísmo, é o tempo em que não se tem família, contas ou dinheiro no bolso. Apenas ambições, uma cabeça cheia de coisas para dizer e um coração transbordando de esperança de fazer a diferença.
   Aos 19 todos querem ser protagonistas de suas vidas. É a hora em que se tem grande sonhos e quando se faz um milhão de coisas e ainda sobra disposição para a diversão das festas de última hora.
   Mas, viver e amadurecer é justamente isso. Transformar momentos em histórias, e deixá-las guardadas em nossa mente e coração. Para que sempre que preciso, tiremos algo de bom de tudo que passou.
   Posso dizer que esses meus 19 anos foram de extrema descoberta. Mundo a fora, e mundo adentro. Aprendi que devemos nos esforçar ao máximo, para que nossos sonhos nunca se tornem uma rotina. E que vale sim a pena lutar pelo o que se acredita mesmo quando eles não se encaixam no “padrão”, porque no final das contas essa é a minha história e a de mais ninguém.
   Eu não quero chegar algum dia, quem sabe, no último capítulo dela, olhar pra trás e perceber que a minha vida não passou de uns rabiscos feitos por mãos alheias. Não, eu quero que no final eu tenha orgulho, e na hora da revisão não me arrepender das escolhas que tomei  e poder assinar consciente e sem arrependimentos embaixo de cada uma delas.
   Bem, talvez essa seja a minha maneira de "virar a página". Se é assim, acabei de fazer isso de novo.  Tchau 19, você foi incrível, mas eu não vejo a hora de me aventurar nos 20.




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