Objeto de inveja por muitos e de
medo por outros, a adolescência sempre dá o que falar. Porque é nesta fase da
vida em que as contestações e os “porquês” do inicio da infância, até então
adormecidos, ressurgem. E desta vez acompanhados de um novo ingrediente: O
poder de discernir e botar á teste o que lhe for apresentado como certo, não se
contentando mais com apenas um “porque é assim e pronto”.
Isso ocorre porque esta é a hora de descobertas, mudanças e das escolhas
mais importantes da vida. Tudo é para ontem, tudo é para sempre e o mundo vai
acabar amanhã. O meio termo não existe a crise de identidade é o estado natural
do adolescente. Afinal ousar, buscar, reagir, questionar é o grito de ordem
neste momento. Discernir ainda não.
Afinal são tantos caminhos a seguir, tantos palpites, responsabilidades,
expectativas a preencher e erros familiares a não repetir, que tudo acaba se
tornado complicado demais. Tudo isso sem falar, é claro, das batalhas que
ocorrem dentro do corpo que se estica, explode e se transforma na velocidade da
luz.
Depois disso, a maioria pára, aceita, se acostuma. Infelizmente deixa
para trás também a necessidade da contestação e aquela rebeldia que lhe foram
tão importantes para o seu crescimento como ser humano. Para estes, a juventude
acaba aqui. Daí pra frente só há espaço para uma vida dita “normal” e sem
graça.
Já para aqueles que não deixarem esta chama se apagar, a adolescência só
foi uma pequena amostra do que vem pela frente, o bom é que o medo já não é
como antes e as descobertas,certezas ,
mudanças serão constantes e inevitáveis.

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