26 de fevereiro de 2011

#Cinema em cena: Mr. Nobody

    "There comes a time in life where everything seems narrow. Choices have been made. I can only continue on. I’ve done everything to reach this point and now that I’m here, I’m fucking bored. The hardest thing is knowing whether I’m still alive."

   A vida é feita de escolhas, isso todo mundo sabe. Uma viagem a fazer, uma garota a escolher, um livro a ler. A cada momento somos empurrados para tomarmos decisões, algumas pequenas, outras grandes. Mas que independentemene do significado temporal de cada uma delas, conseguem indo sutilmente mudando,criando o curso de nossas vidas. Nos criando. É sobre essas decisões que Mr. Nobody se trata.

   Sabe quando você descobre que está assistindo um filme que vai ser marcante na sua vida? Bom, comigo funciona da seguinte maneira: quando olho para o relógio e começo a desejar que o tempo nunca passe, porque nunca mais aquilo que está na tela vai ser inédito para mim. Quero manter o encatamento e ficar, para sempre, com aquela sensação de que cada cena foi feita pra mim, pra me surprender, pra me fazer refletir. E quando chega o final vem aquela invejazinha na alma acompanhada daquela voz dizendo "Eras, eu podia ter pensado nisso". E foi exatamente assim que me senti ao assistir Mr. Nobody.


    Tem filmes que são complexos de se acompanhar, mas, por isso mesmo, acabam se tornando fantásticos de assistir, Mr. Nobody é assim. O filme mais poeticamente insano (ou insanamente poético) que vi desde “Clube da Luta” e “Amélie Poulin”, uma obra para se pensar sobre a vida, sobre sua beleza e suas tragédias, sobre a alegria de uma paixão, de um amor, e principalmente sobre caminhos a percorrer.

  
   Pra quem ficou com vontade de quero mais, aqui vai o trailer do filme:

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