A vida é feita de escolhas, isso todo mundo sabe. Uma viagem
a fazer, uma garota a escolher, um livro a ler. A cada momento somos empurrados
para tomarmos decisões, algumas pequenas, outras grandes. Mas que
independentemene do significado temporal de cada uma delas, conseguem indo
sutilmente mudando,criando o curso de nossas vidas. Nos criando. É sobre essas
decisões que Mr. Nobody se trata.
Sabe quando você descobre que está assistindo um filme que
vai ser marcante na sua vida? Bom, comigo funciona da seguinte maneira: quando
olho para o relógio e começo a desejar que o tempo nunca passe, porque nunca
mais aquilo que está na tela vai ser inédito para mim. Quero manter o
encatamento e ficar, para sempre, com aquela sensação de que cada cena foi
feita pra mim, pra me surprender, pra me fazer refletir. E quando chega o final
vem aquela invejazinha na alma acompanhada daquela voz dizendo "Eras, eu
podia ter pensado nisso". E foi exatamente assim que me senti ao assistir
Mr. Nobody.
Tem filmes que são complexos de se acompanhar, mas, por isso
mesmo, acabam se tornando fantásticos de assistir, Mr. Nobody é assim. O filme
mais poeticamente insano (ou insanamente poético) que vi desde “Clube da Luta”
e “Amélie Poulin”, uma obra para se pensar sobre a vida, sobre sua beleza e
suas tragédias, sobre a alegria de uma paixão, de um amor, e principalmente
sobre caminhos a percorrer.
Pra quem ficou com vontade de quero mais, aqui vai o trailer do filme:




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